quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ações realizadas em 2013

Projeto Piloto de Educação do Campo

Em 2013, partindo do princípio de que o debate acerca da Educação do Campo deveria ser amplamente difundido na Secretaria de Educação, em especial nas 75 (setenta e cinco) escolas rurais e nas demais escolas que tenham relação com esta realidade, a fim de construir coletivamente a Política de Educação do Campo do DF, em consonância com os marcos legais já instituídos no âmbito federal, foram realizadas as seguintes ações:

§   Projeto Piloto de Educação do Campo, visando à construção e implementação de Política Distrital de Educação do Campo, cuja experiência deverá fornecer indícios das potencialidades e dificuldades para a implantação da Educação do Campo no DF, realizado da seguinte forma:

§  Escolas-pilotos:
CRE Planaltina: EC Pedra Fundamental e EC Monjolo
CRE Brazlândia: CEF Irmã Regina  e EC Chapadinha

Formação no Assentamento Pequeno William, em Planaltina, com equipe Educação do Campo da SEDF,  EMATER-DF e profissionais da educação das Escolas Classe Pedra Fundamental e Monjolo.

Encerramento do Projeto Piloto - Escolas Classe Pedra Fundamental e Monjolo. 

Formação em área de produção agroecológica em Brazlândia, com equipe Educação do Campo da SEDF,  EMATER-DF e profissionais da educação da Escola Classe Chapadinha.


              
Encerramento do Projeto Piloto - Escola Classe Chapadinha. 

             
Formação em área de produção agroecológica das irmãs Cleudes e Noélia, em Brazlândia, com equipe Educação do Campo da SEDF,  EMATER-DF e profissionais da educação do CED Irmã Regina.


O Projeto Piloto de Educação do Campo foi desenvolvido em 4 (quatro) Escolas do Campo   escolhidas entre aquelas que atendem a crianças e jovens de assentamentos da reforma agrária ou comunidades de agricultura familiar, as quais desenvolvessem produção agroecológica ou de transição agroecológica.
Na Coordenação Regional de Ensino-CRE/Gerência Regional de Educação Básica-GREB Planaltina: EC Pedra Fundamental e EC Monjolo, e na Coordenação Regional de Ensino/Gerência Regional de Educação Básica Brazlândia: CEF Irmã Regina  e EC Chapadinha, escolhidas entre aquelas que atendem a crianças e jovens de assentamentos da reforma agrária ou comunidades de agricultura familiar, as quais desenvolvam produção agroecológica ou de transição agroecológica realizando ações articuladas com parceiros internos -  CREs, GREBs e EAPE - e  externos - universidades e movimentos sociais - atendendo à meta de construção da política pública de Educação do Campo do DF. Formação com metodologia que permitiu a inclusão de todos os interessados;
§  O Projeto Piloto de Educação do Campo atuou em 3 áreas articuladas:
Ø  Pedagógica, proporcionando a formação do coletivo de profissionais da educação de cada escola, in loco, de forma que possam construir possibilidades de organização do trabalho pedagógico em consonância com princípios e matrizes da Educação do Campo - trabalho, vinculando a escola à produção da vida na comunidade e colocando em debate as possibilidades para a juventude rural; articulando a escolarização à formação para o trabalho no campo em uma perspectiva mais ampla do que a apenas a formação técnica.
Ø  Alimentação, propondo o consumo dos alimentos agroecológicos produzidos pelos agricultores familiares localizados próximos as escolas. Articulando com o PNAE, política pública de inclusão, de garantia de direitos e controle social, reafirmando esses propósitos a partir da participação efetiva da comunidade escolar: agricultores familiares, pais, estudantes, professores e funcionários.
Ø  Produção, proporcionando formação técnica para agroecologia e transição agroecológica, compreendida como alternativa econômica sustentável para os povos do campo, ao mesmo tempo em que insere a escola nos desafios locais de desenvolvimento.

§  Caminhos:

Ø   Encontros formativos, com o coletivo de profissionais da educação, semanalmente, em cada uma das 5 (cinco) escolas selecionadas,  utilizando o princípio da Pedagogia de Alternância, em que os participantes terão o tempo formação – quando participarão de palestras, oficinas e debates – e o tempo escola/ comunidade – quando desenvolverão ações junto às respectivas comunidades escolares. No encontro seguinte, retornarão com a apresentação de relatórios dessas ações desenvolvidas, integrando as atividades teóricas às práticas, articulando conhecimentos científicos, filosóficos, culturais e técnicos que possam dotá-los de capacidade para refletir sobre a realidade e modificá-la;
Ø  Acompanhamento das ações pedagógicas desenvolvidas pelas escolas a partir da formação em Educação do Campo, visando avaliar como o paradigma da Educação do Campo está se instalando no cotidiano escolar e em seus diversos segmentos (alunos, professores, servidores, comunidade)
Ø  Proposta da descentralização de recursos para que as escolas-piloto possam comprar itens da merenda escolar diretamente dos agricultores familiares envolvidos no projeto;
Ø  Realização de encontros formativos com merendeiras, professores e estudantes para construir um novo paradigma de alimentação escolar que se defina não apenas por decisões centrais, mas que possa ser construído coletivamente pela unidade escolar;
Ø Visitas técnico-pedagógicas às propriedades produtivas.


Circuito Pedagógico de Educação do Campo – SEDF


      Realizado ao longo do ano de 2013, visando à implantação de políticas públicas de Educação do Campo nas 75 escolas rurais do DF e nas demais escolas que tenham relação com esta realidade, por meio da mesma formação ofertada às escolas do Projeto Piloto. 
       Consistiu em diálogo acerca dos fundamentos e princípios da Educação do Campo; em que se buscou dar a conhecer os desafios e avanços na construção de políticas públicas de Educação do Campo; gerando subsídios para a implementação de políticas públicas de Educação do Campo; propostas para a Organização do Trabalho Pedagógico a partir dos conceitos teóricos basilares do Currículo da Educação Básica do DF: Currículo em Movimento/ 2013; dentre outros. Culminando, ainda, com a proposição de Política Pública para a Educação do Campo no DF, a ser realizada coletivamente, com a legitimidade da participação dos diversos segmentos escolares das escolas rurais do DF.










 Levantamento de dados acerca da realidade  socioeducacional dos assentamentos rurais existentes  no DF

  Elaboração de propostas e estratégias educacionais com e para os assentamentos rurais,  com base no levantamento e caso seja necessário, de modo a implantar/implementar      educação formal nessas comunidades, com qualidade.

ESCOLAS EM ÁREAS DE ASSENTAMENTO RURAL
Coordenação Reginal de Ensino
Unidade de Ensino
Brazlândia
EC Incra 06
EC Incra 07
EC Chapadinha
EC Bucanhão
EC Almécegas
CEF Irmã Regina
CEF Incra 08

Paranoá
EC Capão Seco
EC Cariru
CEF Jardim II

Planaltina
EC Monjolo

EC Pedra Fundamental

EC Estância Pipiripau

CEF São José

CEF Pipiripau

CED Várzeas

CEF Cerâmicas Reunidas Dom Bosco

São Sebastião
EC Aguilhada

EC São Bartolomeu

Sobradinho
EC Sítio Araucária

EC BASEVI

CEF Carlos Mota

EC Sonhém de Cima



     Parceria com o IFB Planaltina 

      Os alunos do curso de Agroecologia desenvolveram atividades com a comunidade escolar das    escolas do Projeto Piloto.

Oficinas de Políticas Públicas para o Meio Rural do DF 


     Realizadas em 10 (dez) áreas de assentamento rural, com o objetivo de apoiar e acompanhar ações educativas que favoreçam o desenvolvimento do campo do DF, em parceria com as Secretarias de Estado da Agricultura/ EMATER-DF, Assistência Social, Saúde, integrando os Programas Brasil sem Miséria e DF sem Miséria.



Cronograma das Oficinas de Políticas Públicas com as
comunidades de assentamentos rurais



Oficina de Políticas Públicas - DF sem Miséria/Brasil sem Miséria -  No Núcleo Rural Tabatinga-Paranoá DF

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