Projeto Piloto de Educação do Campo
Em 2013, partindo do princípio de que o
debate acerca da Educação do Campo deveria ser amplamente difundido na
Secretaria de Educação, em especial nas 75 (setenta e cinco) escolas rurais e
nas demais escolas que tenham relação com esta realidade, a fim de construir
coletivamente a Política de Educação do Campo do DF, em consonância com os
marcos legais já instituídos no âmbito federal, foram realizadas as seguintes
ações:
§ Projeto Piloto de Educação do Campo, visando
à construção e implementação de Política Distrital de Educação do Campo, cuja
experiência deverá fornecer indícios das potencialidades e dificuldades para a
implantação da Educação do Campo no DF, realizado da seguinte forma:
§ Escolas-pilotos:
CRE Planaltina: EC
Pedra Fundamental e EC Monjolo
CRE Brazlândia: CEF
Irmã Regina e EC Chapadinha
Formação no Assentamento Pequeno William, em Planaltina, com equipe Educação do Campo da SEDF, EMATER-DF e profissionais da educação das Escolas Classe Pedra Fundamental e Monjolo.
Encerramento do Projeto Piloto - Escolas Classe Pedra Fundamental e Monjolo.
Formação em área de produção agroecológica em Brazlândia, com equipe Educação do Campo da SEDF, EMATER-DF e profissionais da educação da Escola Classe Chapadinha.
Encerramento do Projeto Piloto - Escola Classe Chapadinha.
Formação em área de produção agroecológica das irmãs Cleudes e Noélia, em Brazlândia, com equipe Educação do Campo da SEDF, EMATER-DF e profissionais da educação do CED Irmã Regina.
O Projeto Piloto de
Educação do Campo foi desenvolvido em 4 (quatro) Escolas do Campo escolhidas entre aquelas que atendem a
crianças e jovens de assentamentos da reforma agrária ou comunidades de
agricultura familiar, as quais desenvolvessem produção agroecológica ou de
transição agroecológica.
Na Coordenação
Regional de Ensino-CRE/Gerência Regional de Educação Básica-GREB Planaltina: EC
Pedra Fundamental e EC Monjolo, e na Coordenação Regional de Ensino/Gerência
Regional de Educação Básica Brazlândia: CEF Irmã Regina e EC Chapadinha, escolhidas entre aquelas que
atendem a crianças e jovens de assentamentos da reforma agrária ou comunidades
de agricultura familiar, as quais desenvolvam produção agroecológica ou de
transição agroecológica realizando ações articuladas com parceiros internos - CREs, GREBs e EAPE - e externos - universidades e movimentos sociais
- atendendo à meta de construção da política pública de Educação do Campo do
DF. Formação com metodologia que permitiu a inclusão de todos os interessados;
§ O Projeto Piloto de
Educação do Campo atuou em 3 áreas articuladas:
Ø Pedagógica, proporcionando a formação do coletivo
de profissionais da educação de cada escola, in loco, de forma que possam construir possibilidades de
organização do trabalho pedagógico em consonância com princípios e matrizes da
Educação do Campo - trabalho, vinculando a escola à produção da vida na
comunidade e colocando em debate as possibilidades para a juventude rural;
articulando a escolarização à formação para o trabalho no campo em uma
perspectiva mais ampla do que a apenas a formação técnica.
Ø Alimentação, propondo o consumo dos alimentos
agroecológicos produzidos pelos agricultores familiares localizados próximos as
escolas. Articulando com o PNAE, política pública de inclusão, de garantia de
direitos e controle social, reafirmando esses propósitos a partir da
participação efetiva da comunidade escolar: agricultores familiares, pais,
estudantes, professores e funcionários.
Ø Produção, proporcionando formação técnica para agroecologia
e transição agroecológica, compreendida como alternativa econômica sustentável
para os povos do campo, ao mesmo tempo em que insere a escola nos desafios
locais de desenvolvimento.
§ Caminhos:
Ø Encontros
formativos, com o coletivo de profissionais da educação, semanalmente, em cada
uma das 5 (cinco) escolas selecionadas,
utilizando o princípio da Pedagogia de Alternância, em que os
participantes terão o tempo formação – quando participarão de palestras,
oficinas e debates – e o tempo escola/ comunidade – quando desenvolverão ações
junto às respectivas comunidades escolares. No encontro seguinte, retornarão
com a apresentação de relatórios dessas ações desenvolvidas, integrando as
atividades teóricas às práticas, articulando conhecimentos científicos,
filosóficos, culturais e técnicos que possam dotá-los de capacidade para
refletir sobre a realidade e modificá-la;
Ø Acompanhamento das ações
pedagógicas desenvolvidas pelas escolas a partir da formação em Educação do
Campo, visando avaliar como o paradigma da Educação do Campo está se instalando
no cotidiano escolar e em seus diversos segmentos (alunos, professores,
servidores, comunidade)
Ø Proposta da
descentralização de recursos para que as escolas-piloto possam comprar itens da
merenda escolar diretamente dos agricultores familiares envolvidos no projeto;
Ø Realização de encontros
formativos com merendeiras, professores e estudantes para construir um novo
paradigma de alimentação escolar que se defina não apenas por decisões
centrais, mas que possa ser construído coletivamente pela unidade escolar;
Ø Visitas
técnico-pedagógicas às propriedades produtivas.
Circuito Pedagógico de Educação do Campo – SEDF
Realizado ao longo do ano de 2013, visando à implantação de políticas públicas de Educação do Campo nas 75
escolas rurais do DF e nas demais escolas que tenham relação com esta
realidade, por meio da mesma formação ofertada às escolas do Projeto Piloto.
Consistiu em diálogo acerca dos fundamentos e princípios da Educação do Campo; em que se buscou dar a conhecer os desafios e avanços na construção de políticas públicas de Educação do Campo; gerando subsídios para a implementação de políticas públicas de Educação do Campo; propostas para a Organização do Trabalho Pedagógico a partir dos conceitos teóricos basilares do Currículo da Educação Básica do DF: Currículo em Movimento/ 2013; dentre outros. Culminando, ainda, com a proposição de Política Pública para a Educação do Campo no DF, a ser realizada coletivamente, com a legitimidade da participação dos diversos segmentos escolares das escolas rurais do DF.
Levantamento de dados acerca da realidade socioeducacional dos assentamentos rurais existentes no DF
Elaboração de propostas e estratégias
educacionais com e para os assentamentos rurais, com base no
levantamento e caso seja necessário, de modo a implantar/implementar educação
formal nessas comunidades, com qualidade.
ESCOLAS EM ÁREAS DE
ASSENTAMENTO RURAL
|
||
Coordenação Reginal de
Ensino
|
Unidade de Ensino
|
|
Brazlândia
|
EC Incra 06
|
|
EC Incra 07
|
||
EC Chapadinha
|
||
EC Bucanhão
|
||
EC Almécegas
|
||
CEF Irmã Regina
|
||
CEF Incra 08
|
||
Paranoá
|
EC Capão Seco
|
|
EC Cariru
|
||
CEF Jardim II
|
||
Planaltina
|
EC Monjolo
|
|
EC Pedra
Fundamental
|
||
EC Estância
Pipiripau
|
||
CEF São José
|
||
CEF Pipiripau
|
||
CED Várzeas
|
||
CEF Cerâmicas
Reunidas Dom Bosco
|
||
São Sebastião
|
EC Aguilhada
|
|
EC São Bartolomeu
|
||
Sobradinho
|
EC Sítio
Araucária
|
|
EC BASEVI
|
||
CEF Carlos Mota
|
||
EC Sonhém de Cima
|
||
Parceria com o IFB Planaltina
Os alunos do curso de Agroecologia desenvolveram atividades com a comunidade escolar das escolas do Projeto Piloto.Oficinas de Políticas Públicas para o Meio Rural do DF
Realizadas em 10 (dez) áreas de assentamento rural, com o objetivo de apoiar e acompanhar ações educativas que favoreçam o desenvolvimento do campo do DF, em parceria com as Secretarias de Estado da Agricultura/ EMATER-DF, Assistência Social, Saúde, integrando os Programas Brasil sem Miséria e DF sem Miséria.
Cronograma das Oficinas de Políticas Públicas
com as
comunidades de assentamentos rurais
Oficina de Políticas Públicas - DF sem Miséria/Brasil sem Miséria - No Núcleo Rural Tabatinga-Paranoá DF

Nenhum comentário:
Postar um comentário